O que muda na segurança de um e-commerce sob a LGPD
Um e-commerce coleta dado pessoal em praticamente toda interação com o cliente: cadastro, endereço de entrega, histórico de compras, comportamento de navegação e, indiretamente, dado financeiro através da integração com o gateway de pagamento.
Dado de cadastro e a tentação de coletar demais
É comum que formulários de cadastro peçam mais informação do que o necessário para a finalidade da compra — data de nascimento completa, gênero, informações que servem apenas para segmentação de marketing. Sob a LGPD, cada campo coletado deveria ter uma justificativa clara de finalidade e base legal.
Cookies e rastreamento de comportamento
Cookies de rastreamento, usados para remarketing e análise de comportamento, também são dado pessoal sob a LGPD, e exigem transparência e, dependendo do tipo, consentimento explícito do usuário — não apenas um aviso genérico de "este site usa cookies".
Retenção de histórico de compras
Histórico de pedidos costuma ser guardado indefinidamente, por conveniência operacional e fiscal — mas a política de retenção precisa ser explícita e justificada, equilibrando obrigação legal (como prazos fiscais) com o princípio de não guardar dado além do necessário.
Integrações com terceiros
Gateway de pagamento, plataforma de e-mail marketing, ferramenta de análise de comportamento: cada integração é um ponto onde dado pessoal do cliente é compartilhado com outra empresa, e isso precisa estar refletido na política de privacidade e nos contratos com esses fornecedores.
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